domingo, 27 de dezembro de 2020

Escola Dominical remota funciona?

 

        A quarentena estabelecida pelo governo do Estado de São Paulo, em 26 de março de 2020, obrigou as igrejas transferirem suas atividades realizadas presencialmente para o ambiente virtual. Com o objetivo de conter a proliferação do vírus, igrejas passaram a realizar seus cultos, escolas bíblicas e atividades em geral, por meio de aplicativos de redes sociais e plataformas digitais. No entanto, pergunto: quem estava preparado para isso? 

        Desde então, os pastores foram provados em sua capacidade de gerenciamento de crises. É isso mesmo, a pandemia instaurou uma crise no seio da igreja, e os pastores tiveram que administrar.  

Para muitos membros, o fim da denominação parecia estar estabelecido, principalmente, quando eles se separavam com as portas do templo fechadas. Mas não foi isso que aconteceu.

    Geralmente, pastores são mestres em gerenciamento de crises. Quem pensa que não, basta conhecer como funciona o processo de formação de um pastor, seja ele pentecostal ou não. Eles são formados sob pressão. E, a igreja brasileira caminha sob pressão contínua que vem de todos os lados. Contudo, ela se sobressai. Mas em relação a este ano, a pressão foi bem maior.

    Quando falo em desafio maior, considero as dificuldades presentes na administração de qualquer igreja, somadas com as que foram geradas pela pandemia. Sim. A pandemia trouxe mais problemas para os pastores. Caso pense que não, imagine como é difícil manter uma igreja funcionando ativamente. Faça o seguinte exercício pensando: a) preciso ter pessoas; b) pessoas disponíveis; c) pessoas disponíveis e com disposição; d) pessoas disponíveis dispostas para executar alguma atividade na igreja; e) pessoas disponíveis e com disposição para praticar alguma atividade na igreja que envolve outras pessoas, e por aí vai. Diante disso, pergunto: se você fosse um pastor, como seria a sua igreja se nela tivesse pessoas como você? Você facilita o trabalho ou não? Se o processo é difícil em condições normais, imagine em situação de quarentena. Certamente, é bem pior!


Encerramento da ED realizada em 27/12/2020.

    Desde que o isolamento foi decretado, nós da ADMI, passamos a realizar nossas atividades de forma remota. Não fizemos apenas online, mas remota. Usamos uma plataforma de videoconferência para realizar todas as atividades da igreja. Nesse caso, os membros da igreja poderiam participar ativamente da atividade realizada, mesmo que fosse remota. Foi um desafio!

    Devido ao fato de que nem todos irmãos conheciam o mecanismo da plataforma de videoconferência, fizemos mais de um mês de treinamento com os nossos irmãos a fim de ensina-los a usarem a ferramenta. Apesar do esforço, não conseguimos atingir a todos, mas uma boa parte; da mesma forma, com algum sucesso, fizemos com o Facebook e o WhatsApp. Sempre no intuito de reduzir o distanciamento entre a igreja e os membros. Por fim, nosso esforço foi recompensado que veio a liberação para realização de cultos presenciais, que mesmo com público reduzido,  a medida nos ajudou muito.

    Nesse cenário, com muito esforço, transferimos a Escola Dominical (ED) para o ambiente remoto. O processo foi horroroso! Mesmo assim, com a graça de Deus, que preparou pessoas com disposição para realizar atividades remotamente envolvendo outras pessoas, conseguimos transferir nossas classes para o ambiente virtual.

  Mantivemos a classe infantil, de jovens, de música, de mulheres e de homens, simultaneamente. Posteriormente, a música composta por canto, cordas e sopro foram transferidas para o ambiente presencial, mas até que isso acontecesse, foram desenvolvidas virtualmente. Mesmo com dificuldade, funcionou.

    Hoje, 27 de dezembro de 2020, encerramos a última aula do ano. É verdade que alguns alunos ficaram pelo meio do caminho; outros, sequer conseguiram entrar nele, e houve aqueles nem chegaram perto, mesmo assim, chegamos ao final do ano letivo na ED.

    Apesar de tudo, com muita fé, disposição e alegria nós vencemos esse ano pandemico. E, com muita alegria,  convido a todos os meus irmãos para, juntos, realizarmos em 2021, a maior escola da nossa vida. 

No entanto, advirto:  pelo andar da carruagem, a ED começará remota, poderá evoluir para o presencial, mas terminará híbrida. Se tiver coragem, se achegue a essa carruagem.

Gente, bendito é o nome do Senhor!

sábado, 26 de dezembro de 2020

A conversão de cristãos ao judaismo

A Judaização moderna dos cristãos 

A crescente adesão de pastores e igrejas ao uso de utensílios comuns da religião judaica me tem feito pensar um pouco mais sobre o assunto. Não pela beleza das peças, afinal, alguns objetos são lindos, mas pela construção da imagem de Deus que a religião judaica fez.
Quando penso no יהוה pregado pelo judaísmo, percebo que ele é muito diferente do que foi pregado por Cristo e pelos apóstolos. Embora seja o mesmo Deus, o judaísmo o apresentou ao mundo como inacessível ao ser humano necessitado.
Para se constatar esse fato, pense em como seria o fim da vida do leproso, da mulher que sofria de hemorragia, de quem fosse pego no ato do adultério e em muitos outros exemplos sob a perspectiva do judaísmo. Acrescento que, na visão dele, uma mulher, samaritana e adultera jamais teria uma conversa a sós com um rabino, ainda mais com o Messias nas circunstâncias como as que estão registradas em João 4. Aquela religião jamais pregou que uma prostituta desesperada para abandonar a prostituição teria oportunidade de entregar o seu vaso de perfume ao Messias, como fez a mulher do alabastro. Aliás, o fato registrado em Mateus 26 causou indignação até mesmo nos discípulos de Jesus que ainda estavam presos ao judaimo.
Talvez alguém me diga: "mas e os exemplos de Davi, Moisés e os demais, você também diria que eles apresentaram Deus de forma errada?" 
Antes, é bom esclarecer que não estou afirmando que o judaísmo errou em sua pregacao, mas questiono a imagem que passaram sobre Deus, sobretudo, quando se refere ao pecador arrependido.
Sobre a questão acima, entendo Moisés, Davi e os profetas não apresentaram יהוה da forma que o judaísmo apresentou. 
O Deus de Moises ouviu a causa das filhas de Zelofeade.(Num.27). E não apenas isso, Ele também reconheceu o questionamento feito por elas, considerou como justo e atendeu o pedido; já o rei Davi o apresentou como alguém mais acessível e receptivo ao pecador quando disse: "melhor é cair nas mãos do Deus vivo em quem há misericórdia". E até o profeta Jonas, com sua rebeldia, pregou o amor de יהוה pelo pecador arrependido ao se recusar ir a Nínive para pregar o arrependimento.
Um segundo ponto que me faz pensar sobre esse tema é: por muitos anos, a igreja evangélica pentecostal condenou o uso do cruscifixo dizendo que era "símbolo do catolicismo", mas agora, uma parte da igreja insere os símbolos do judaísmo em seus cultos sobre qual argumentação? De devoção? Quer dizer que os cristãos poderão usar a estrela de David, o castiçal e outros como adereços pendurados em seu corpo porque eles representam poder, virtude, sorte ou o que? 
O que temos aqui é a descontrução da liberdade proporcionada pelo evangelho pregado por Cristo. Considere que a nossa época exige recursos teológicos e retóricos dos pregadores. Recursos que são adquiridos por meio de estudos nas academias, mesmo que sejam utilizados para apresentar ao mundo o Deus libertador, perdoador e reconciliador; além disso, como viver o poder do evangelho é mesmo difícil e não muitos conseguem pregar por meio do testemunho, antes seu testemunho de vida se contrapõe ao discurso oral, fica mais fácil recorrer ao misticismo, ou até mesmo buscar a conversão dos convertidos como reforço para fortalecer o enfraquecido. Nesse caso, converter os cristãos ao judaísmo. 
Por último, entendo que Cristo apresentou Deus na terra entre os homens , enquanto para o judaísmo, ele está nas alturas, de onde jamais desceu, e aonde, segundo ele, apenas os sacerdotes podem chegar. Talvez essa isso explique o porquê da adesão de muitos líderes cristãos aos utensílios judaicos.

A vergonha de olhar para os próprios atos

Hoje, 25, os telejornais noticiaram os horrores provocados por pessoas que participavam de bailes funk, realizados na cidade de São Paulo. Durante a matéria, as bebidas, drogas, armas, sexo, brigas e tudo mais foram os destaques dos links e, posteriormente, dos VTs.
Me chamou atenção o fato de os comentaristas e apresentadores se mostrarem estarrecidos com as cenas que viam, transmitiam e comentavam. Para eles, aquilo era inadimissível.
Enquanto a matéria era exibida, pensei: será que sentem vergonha ao ver as cenas? Estão com vergonha ao ver o que o homem é capaz de fazer? 
Nas cenas em questão, pessoas subiam no teto dos automóveis, esmurravam os carros dos motoristas que tentavam atravessar a multidão e coisas desse tipo.
Ao contemplar a narrativa construída pelos jornalistas e comentaristas e cinegrafistas, imediatamente, fui levado a pensar sobre o texto de Isaías 52.14, que diz: "como pasmaram muitos à vista dele, pois o seu parecer estava tão desfigurado". Vou explicar:
Em primeiro lugar, não pense que estou atribuindo aos presentes nos eventos reportados pela matéria em questão o mesmo sentido salvifico dado a Jesus Cristo. Não! Minha perspectiva é sobre as pessoas comuns, anônimas ou não, envolvidas na cruscificação. 
Segundo o profeta, as pessoas que iriam pedir para ferir, machucar e desfigurar o Messias, depois de feito, não teriam coragem de ver o resultado do que pediram para fazer.
Foi exatamente isso que presenciei hoje: os apresentadores dos telejornais, espantados, não conseguiam identificar aquelas pessoas como cidadãos normais, antes comentavam: " Não acredito que um ser humano faça isso!", referiam-se aos jovens que cercavam um automóvel e o esmurravam enquanto este atravessava a multidão.
Sendo assim, minha pergunta é: quem transformou pessoas normais em seres irreconhecíveis, como as que foram apresentadas nas reportagens publicadas pela TV Record? 
Entendo que uma parte da sociedade não consegue  contemplar o fruto de seu próprio trabalho. Ela sente vergonha quando vê o que pediu para fazer. 
Sim. As atitudes apresentadas pelas pessoas que aparentavam estarem bêbadas e drogadas, que impediam o trânsito de trabalhadores, moradores e outros que precisavam trafegar pela rua, talvez, de sua própria casa,  resultam da liberação de bebidas, de drogas, de crimes, de sexo e muitas outras coisas que uma parte da sociedade luta para que o ser humano tenha liberdade e direito de fazer e usar. 
Igualmente fizeram com Cristo.  Pediram para que ele fosse espancado, vilipendiado e crucificado , mas depois de feito, não tiveram coragem de ver a obra que pediram para fazer. E quando viram "esconderam o rosto". 
Para mim, toda maldade presente nos eventos noticiados nos telejornais de hoje representa, exatamente, o que está no interior das pessoas que lutam por liberdade de usar drogas, beber álcool livremente e fazer tudo o que quiser de forma livre e desempedida. O pior é que depois que vêem o resultado dizem: "não acredito que tivemos coragem de pedir pra fazer isso! Não acredito que essa maldade estava dentro de nós".

domingo, 29 de novembro de 2020

terça-feira, 2 de junho de 2020

A igreja e sua missão na quarentena

Imagem da internet


É estranho pensar que a igreja brasileira tenha que permanecer com seus templos fechados durante o período de isolamento social. Quando nos deparamos com a notícia de que, de fato, os cultos passaram a ser realizados no ambiente virtual, parece que os pastores cederam à doença e não acreditam mais em Deus, pois ao invés de orar pela cura dos enfermos, obrigatoriamente, suspenderam o culto presencial no templo para não se contaminarem com o novo coronavírus.

Não podemos analisar a ação dos pastores sem recorrer aos textos de Paulo. Em Filipenses 1.23,24, assim diz o apóstolo: “encontro-me num dilema: meu desejo de partir e estar com Cristo – o que me muito melhor-, porém por causa de vocês, a necessidade maior é permanecer no corpo. Sim, estou convencido disto;”, diz Paulo.  No referido texto, existem dois temas:  desejo de partir e a convicção para ficar, no entanto, parece que ambos estavam disponíveis à escolha do apóstolo, naquele momento. Nesse caso, a necessidade de ficar prevaleceu. 

Afinal, por que Paulo quis permanecer vivo e entre os irmãos? Segundo o texto que lemos na carta aos filipenses, havia necessidade de que os irmãos fossem alimentados com o alimento espiritual, a fim de atingirem a maturidade cristã. entretanto pergunto: Se Deus concedesse o desejo que o apóstolo tinha de partir, será que os irmãos ficariam órfãos, sem um apóstolo que tivesse o mesmo cuidado que Paulo tinha? Ao que tudo indica, havia duas coisas que o apóstolo queria ensinar àqueles irmãos: progressão e alegria.

Na primeira, os filipenses precisavam crescer em Cristo e atingir a mesma maturidade que o apóstolo tinha em relação a fé em Cristo. Veja que, no texto seguinte, Paulo atrela o crescimento dos irmãos à permanência dele entre os filipenses (26). Através dele os gentios aprenderiam orar melhor, teriam mais conhecimento das escrituras e saberiam explicar melhor as doutrinas da encarnação do filho de Deus, seriam mais aplicados à evangelização dos povos vizinhos, além de todos os outros assuntos tratados naquela carta.

Por outro lado, os irmãos também precisavam alcançar a alegria visualizada por Paulo. Mas como o pregador aos gentios enxergava a alegria? E primeiro, o apóstolo fala da alegria de estar em Cristo, de ser um cristão, de receber a nova vida, de ter a oportunidade de viver as experiências que somente o evangelho proporciona aos cristãos. Segundo, pela comunhão de estar entre os irmãos em Cristo, de comer e beber juntos, e também de dividir as alegrias e as tristezas. 

Pensando nisso, é possível entender o porquê o apóstolo Paulo desejou ficar e permaneceu vivo, como que tudo tivera acontecido simplesmente por meio de uma escolhe pessoal dele. Não entendo que ele tenha ensinado que os obreiros são insubstituíveis, mas que cada um tem uma forma particular de contemplar a obra de Deus, de realizar e se dar por satisfeito, em relação ao que lhe foi pedido. 

Portanto, a meu ver, assim como Paulo fez, a igreja deve agir em tempos de pandemia. Não podemos pensar que a nossa experiência com Cristo resume-se apenas aqui, em nosso mundo, ao nosso redor e em nós. Antes, a igreja deve entender que proporcionar o encontro entre Deus e às pessoas que ainda não tiveram um encontro com Cristo é a missão nesse momento.  Por isso, vale a pena pensar em se prevenir para não contrair a covid-19 porque ainda existe muito trabalho a fazer.

sábado, 7 de março de 2020

Salvação e expiação

Por Marcos Cruz

Galera, vamos falar das coisas que Jesus fez por nós?

Essa lição foi um pouco mais fácil do que as anteriores, embora alguns termos, por serem teológicos, foram difíceis pra gente entender, mas deu tudo certo.

Você já ouviu falar de morte vicária e expiação? não!? Vamos falar destas coisas.
Na lição de número quatro, de nossa revista, o assunto foi sobre as coisas que Jesus fez por nós, enquanto esteve no mundo.

Em primeiro lugar, o sacrifício de Cristo foi substitutivo, ou seja, Ele morreu no lugar do homem. Você deve pensar: Mas por que ele morreu em meu lugar? Por que eu teria que morrer, sendo que nada fiz para merecer, ainda mais, uma morte tão dolorosa como a de cruz?

Pois bem, você já ouviu falar do Pecado Original? Esse tipo de pecado refere-se àquelas coisas que nos contam sobre Adão e Eva, que comeram do fruto proibido. Quando decidiram comer, exatamente, daquela árvore que Deus lhes proibiu, eles permitiram que o pecado entrasse no mundo e que toda raça humana fosse culpada pelo pecado cometido por eles, no Éden. Até aquele momento não havia pecado no homem, ele entrou por meio do primeiro casal.

A serpente, chamada em outros textos das escrituras de antiga serpente e dragão, diz a bíblia, que pecou desde o princípio. Ela seduziu os moradores do Jardim no Éden e eles comeram do fruto. Por terem desobedecido o Todo Poderoso, eles caíram, e derrubaram toda a raça humana. Isso mesmo que você leu! Isto é, a queda do primeiro casal gerou o Pecado Original, e esse passou a ser imputado à toda pessoa que nasceu no mundo.

Em relação à cruz, é bom que se diga, que era uma sentença dada à pessoas que tinham cometidos os piores pecados, ou seja, apenas os piores homens seriam crucificados. Se falamos que, após o pecado, todo ser vivo nasceu pecador, logo todos deveriam ser condenados à morte de cruz. Mas Jesus não deixou isso acontecer, ele morreu em lugar do homem. Entende, agora, o motivo pelo qual o sacrifício de Jesus foi vicário, ou seja, substitutivo? Ele morreu em lugar do homem!

Em segundo, o sacrifício de Jesus foi expiatório. O que é isso? Toda culpa imposta ao homem por causa do pecado de Adão, ele, Jesus, tirou. Resumindo, Ele deixou o homem totalmente limpo!

Para finalizar, mesmo que o homem tenha que voltar-se para Deus quando ouve a pregação, deve-se esclarecer que não há nenhum mérito humano no plano salvífico. O mérito é de Deus.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

A presença do paganismo e secularismo na igreja

Imagem da internet

Ontem, 26.01.2020, culto de Ceia do Senhor, preguei sobre os costumes praticados pela igreja, onde sirvo como pastor, há 18 anos. Mostrei que algumas doutrinas que cremos são inegociáveis. São elas: A queda do homem, a salvação apenas em Cristo, pela graça de Deus, Cristo o filho do Deus vivo, trindade, batismo, inspiração da bíblia entre outras, que não se pode mexer.

Diferente das doutrinas são os costumes. Estes variam de lugar para lugar, de povo para povo, de tempos em tempos e por ai vai. Segundo a bíblia, houve diferenças nos costumes praticados pelos povos que adoravam a Deus. Vejam os motivos e desdobramentos da história registrada no livro de Atos, a partir do capítulo 10.

Outro exemplo está no de Levíticos 18.1-30, onde Deus emitiu um sinal de repreensão a Moisés sobre os costumes praticados pelos povos do Egito, de onde eles saíram, e também sobre os habitantes de Canaã, para aonde eles se dirigiam. Aqueles povos praticavam coisas condenadas pelo Deus da bíblia, por isso, os hebreus foram proibidos pelos de seguirem seus modelos.

Ainda no Antigo Testamento, lemos em 2 Rs 17.24-34, que o rei da  Assíria ao saber que na cidade de Samaria leões devoravam pessoas e informado sobre a lenda que afirmava ser o desconhecimento sobre o deus da terra o motivo da tragédia, mandou levar um sacerdote de Betel  a fim de ensinar as referidas doutrinas sobre o deus da terra. O sacerdote foi, ensinou o povo sobre o Deus dos hebreus, mas os samaritanos não abandonaram as práticas pagãs, neste caso, serviram a todos os deuses e ao Deus dos hebreus.

Em se tratando da igreja contemporânea, ela também passa pelo processo de mudança que atinge a sociedade na qual está inserida. Falando das Assembleias de Deus, onde congrego, há diferenças entre os costumes na adoração praticados por igrejas da mesma denominação. Umas oram de joelhos, apenas de joelhos, outras, não. Em algumas os hinos e louvores são acompanhados por orquestras, em outras não. Há igrejas onde o jejum é praticado aos domingos pela manhã, antes e durante a escola dominical, mas em outras não. Há diferenças na leitura da bíblia, meios de estudos e muito mais. Mesmo com os diferentes costumes, a igreja mantém as mesmas doutrinas.

Apesar de todas as transformações de hábitos pelos quais a igreja passou, e ainda vai passar, temos que abrir o olho para não retornamos ao paganismo.

Em relação à cultura, nunca houve uma época em que a bruxaria estivesse tão presente nas telas do cinema e, posteriormente, na internet como nos dias de hoje. Estamos na era dos super-heróis, que envolvidos pelas forças das bruxarias “salvam” a humanidade dos perigosos ataques dos vilões. Confiram de onde vem a força do Shazam, do Pantera Negra, Lanterna verde e de tantos outros que constroem a ideia de que ao homem escolhido é dado o poder da bruxaria para salvar o mundo. O Shazam, por exemplo, recebeu a Sabedoria de Salomão, a Força do Hercules, a Energia de Atlas, o Poder de Zeus, a Coragem de Aquiles e a Velocidade de Mercúrio. Com exceção de Salomão, que foi rei de Israel, os demais são deuses da mitologia grega. Mas o que isso tem a ver com os cristãos evangélicos dos dias de hoje? Estes personagens começaram a aparecer nas decorações das festas infantis do povo evangélico.  Ah! Pastor! Isso não tem nada a ver!
Como não?! O mesmo cristão adora a Deus e está encantado pela bruxaria que envolve os heróis!?

Sabemos que o Shazam não existe, mas a magia, nele, explorada pela indústria do cinema sim. A Ela a igreja combate há séculos. A mesma coisa é feita com os costumes relacionados a roupas, festas regrada ao som de cantores e bandas seculares, bebidas alcoólicas, tatuagens (realizadas após a conversão), músicas e cantores secular nos cultos, como o pastor que, junto com sua banda, cantou Raul Seixas no culto em que estava dirigindo. Essas coisas não fazem parte dos nossos costumes.

Lembrei-me do casal que queria participar do encontro de casais que realizamos anualmente, mas só participaria se o homem pudesse levar e ingerir bebidas alcóolicas durante o evento, infelizmente, eu não o deixei ir para o encontro. Simples assim!

Como escrevi no início do texto, os costumes mudam de igreja para igreja, por isso, precisamos ensinar que alguns hábitos, hoje, praticados por algumas igrejas evangélicas, não fazem parte dos nossos costumes.

Os costumes mudam, e a igreja não deve estar distante de toda evolução pela qual o mundo está passando. Mas não podemos permitir que em nome de toda essa evolução, a igreja de Deus seja conduzida ao paganismo. Vale a pena meditar no texto de Paulo, “Vejam que as más companhias corrompem os bons costumes”.

domingo, 26 de janeiro de 2020

Que tempo é este?



Na aula de hoje (26), na Escola Dominical, na classe dos jovens, estudamos sobre o significado do que Jesus fez por nós, na cruz. Entre os assuntos, à lição tratou sobre a dívida que o homem tem para com Deus, que é impagável.

Neste tópico, o autor discorreu sobre a questão de que não se achou alguém, entre os homens, capaz de abrir o livro e desatar os seus selos, mas apenas o Cordeiro tinha condições para realizar tal tarefa.

Quero isolar o texto do contexto sem formar um pretexto, como se define o princípio da heresia, sem a intenção de criar um desvio doutrinário, a fim de formular o pensamento sobre algo que julgo importante explorar neste momento. Quero falar sobre a competência e a omissão.

O comentarista da lição escreveu: “Em Apocalipse 5.1-5 João chora muito diante do doloroso fato de não haver ninguém, nenhum ser [humano], que pudesse abrir o livro selado”. Ele se referiu a dos momentos mais importante referente à escatologia bíblica, ou seja, final dos tempos. 

No entanto quando eu disse que isolaria o texto do contexto veja o que pretendo dizer: O livro precisava ser aberto e o selo desatado; havia necessidade de alguém que fizesse essa ação; havia a necessidade de alguém que se destacasse dos demais com intuito de fazer essa obra; por fim, havia a necessidade de que alguém que tivesse condição se apresentasse para fazer essa obra.

O fato que é que na visão de João ninguém foi encontrado em condições de fazer o trabalho, apenas o Cordeiro de Deus tinha as condições necessárias. No entanto, embora sabemos que Cristo jamais se rebelou contra o que estava estabelecido, ele voluntariamente, cumpriu tudo o que lhe estava proposto, e não se desviou ou fugiu do dever. No entanto, vamos imaginar, refiro-me à sua humanidade, o que seria dos homens se ele não quisesse cumprir a missão?

Ai está à questão: Jesus era o único capaz e ele fez exatamente aquilo para o qual estava capacitado.

Voltando à pergunta do início do texto, ofereço seguinte resposta: Diferentemente do Cordeiro de Deus, que se apresentou a si mesmo, sem mancha e nem mácula para executar a obra para o qual ele era o único capacitado, nós, os mortais, talvez os mais capazes de todos os seres criados por Deus,  não nos apresentaríamos como ele fez.

Somos seres capacitados, temos os maiores e melhores recursos, esbanjamos conhecimento, adquirimos competência para todas as coisas, mas quando chega o momento em que somos requisitados, diferentemente de Jesus, preferimos deixar as coisas sem fazer.  Seria este o tempo da omissão?