segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Teólogos marxistas na igreja pentecostal, cuidado com eles!


Imagem da Internet
    Uma grande parte das universidades teológicas reconhecidas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) forma teólogos sob o viés do marxismo. É por isso que existe um considerável número desses graduados defendendo Lula e as bandeiras progressistas, que a esquerda tomou posse. Muitos deles não defendem o candidato da esquerda e seus ideários abertamente, mas por meio do modo que criticam o adversário de Lula nas eleições de 2022 e o apoio dado por parte da igreja evangélica brasileira. Suas críticas apelam ao fundamentalismo, messianismo, idolatria e outros recursos apontados pelos petistas.
    E como se não bastasse, os mesmos teólogos não investem seu capital acadêmico para defender bandeiras do cristianismo ortodoxo aliás, não o fazem porque compraram as ideias pregadas por seus professores marxistas, que afirmam que o cristianismo é mal e, por isso, deve ser eliminado, maltratado, malquerido e tudo o mais. Com isso, muitos estudantes de teologia saem dessas instituições compreendendo a teologia, a democracia e miram seus esforços combate aos pastores e cristãos como se esses fossem o inimigo a ser combatido.
    Apesar de negarem que são teólogos marxistas, na prática, em seus discursos adotam as mesmas estratégias e estruturas adotadas pela ala doutrinadora marxista, composta por professores, jornalistas, historiadores, artistas e outros. Nesse post, falaremos um pouco sobre como se configura o discurso teológico de muitos teólogos marxistas recém-formados nas universidades teológicas brasileiras.

O desejo de adquirir conhecimento teológico para trabalhar na obra de Deus


    O sonho de boa parte dos jovens pentecostais é adquirir conhecimento teológico a fim de que estejam mais capacitados para trabalharem na igreja onde congregam. Por isso, assim que concluem o ensino médio, procuram uma Universidade credenciada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), a fim de estudar teologia. No Brasil existe algumas, mas não vamos citar nenhuma delas.
    O grande problema nessa busca de conhecimento está no fato de que, boa parte dessas universidades, mesmo que mantenham em suas grades curriculares algumas disciplinas ligadas ao credo da instituição que as originaram, o corpo docente é formado por pessoas forjadas em escolas que têm fortes influências marxistas e, por isso, o conteúdo aplicado por eles em sala de aula tem a tendência de doutrinar e transformar os jovens estudantes em militantes de causas defendidas por partidos de esquerda.
    Por essa razão, muitos jovens cristãos pentecostais entram nessas universidades falando em outras línguas- fenômeno identificado pelos pentecostais como sendo a evidência do batismo no Espirito Santo- mas saem apresentando discurso carregado de linguagem ideológica usada por ideólogos marxistas. Ou seja, saem como militantes de esquerda e, por isso, transformam pastores e os pilares cristãos em alvos a serem combatidos.

O que pensam dos movimentos contrários ao que eles promovem?


    Para os tais teólogos, qualquer movimentação que foge aos conceitos marxistas é tachada como intolerante, aberração, idolatria, antidemocrática e tudo o mais. Além disso, afirmam que só existe reivindicação se ela for orquestrada por partidos de esquerda e só existe causa se essa for defendida pela esquerda. Esses caras se apropriam dos símbolos e das causas como se elas fosse deles, apenas deles. Os símbolos nacionais, as causas defendidas pela Bíblia, não são de outros, mas deles e por eles. Os tais teólogos esqueceram de que Jesus foi e é o maior defensor do menos favorecidos.
    Como usurpadores, se apropriaram de causa alheia como se fossem deles e criaram meios para difundir a ideia de são mentes brilhantes. Com isso, iludem os incautos, inclusive, alunos de teologia. Uma prova disso está no fato que a defesa da mulher, da criança, do órfão, da viúva e de outros sempre foram cuidadosamente tratadas e observadas pelos apóstolos de Cristo, mas, a esquerda usurpadora trabalha para desqualificar a Bíblia e, por isso, teólogos recém-formados saem das universidades dirigindo seus ataques aos pastores, crentes, sistemas, preceitos e valores cristãos.
     Outro ponto está na liberdade defendida por um grupo de pessoas que pretende se manifestar em 7 de setembro. Se para os manifestantes a busca é pela liberdade, para os marxistas, é antidemocrática e os manifestantes deveriam ser presos. Fato é que qualquer ação praticada fora da caixinha marxista a que teólogos recém-formados foram submetidos, para eles, representa desordem e antidemocrática.

O que de fato eles são?


    Esses caras- teólogos marxistas- eram crentes quando foram para as universidades em busca de graduação, mas, lá, nos redutos ideológicos dominados pela esquerda, foram envenenados e devolvidos às igrejas ou comunidades evangélicas onde congregavam como militantes que têm objetivos de destruir as bases, os princípios e os valores defendidos pela igreja.
    Está claro que eles foram aliciados pela esquerda, da mesma forma o EI, o Taleban e outros grupos terroristas fazem para aliciar, preparar e infiltrar terroristas na sociedade. Muitos desses teólogos recém-formados são anticristãos, esquerdistas, terroristas preparados para explodir pilares cristãos pregados há anos. Eles se posicionam à esquerda.

Mas como agem e como identificar os tais?


    Normalmente, esses indivíduos não se posicionam em favor de conceitos cristãos ortodoxos sobre Deus, família, sexo, moral, igreja e outros que são atacados diária e abertamente na mídia e na imprensa por agentes doutrinadores da ideologia de esquerda. Onde estão esses teólogos para questionar os agressores? Temos mídia disponível, mas eles não aparecem para se posicionar? O que pensam sobre esses ataques? Onde estão os posts, as mensagens, as tags, os vídeos questionando as agressões dirigidas aos cristãos? Diariamente, os pastores são marginalizados nas redes sociais por artistas, historiadores, jornalistas e outros midiáticos, e, por onde andam esses teólogos e por que não se posicionam contra essas atrocidades?
    Há poucos dias uma cantora publicou em sua conta no Twitter a seguinte frase: "Gente! Um pastor no STF! É normal isso?", mas por onde andam os tais teólogos questionando essa mulher que atribui anormalidade ao juiz, pastor, indicado para integrar a corte máxima do pais? Ou então, citamos o fato de o economista brasileiro e apresentador mais badalado no Linkedin, que em 30 de agosto de 2018, em sua conta no Instagram, publicou um post chamando os pastores de ladrões de banco, mas por que esses teólogos nada disseram?
    Esses dois casos não se configuram em um discurso intolerante? Como hipótese, proponho: a) os tais teólogos não têm argumentos para pensar fora da caixa marxista em que foram encaixotados; e b), os tais teólogos estão ocupados, bebendo em fontes de professores capazes de comparar cristãos aos nazistas, ou ouvindo e/ou assistindo a jornalistas que comparam pastores a Hitler, ou quem sabe, estão embasando seus sermões em bases de quem defende a promiscuidade como "direito de nossas crianças", ou então, mergulhando em exposições teológicas de teólogos que resumem o se encher do Espírito Santo ao simples ato de "olhar no olho de seu irmão", típico do discurso adotado pelos adeptos e expoentes da teologia relacional. Tem uns sujeitos desses por ai, enchendo a cabeça de jovens teólogos.
    Por essa razão, para muitos desses recém-formados, orar, jejuar e ir à igreja, cantar louvores que reforçam as doutrinas defendidas pela igreja não servem mais. Nossa hipótese propõe uma pesquisa futura.

Como os tais teólogos estruturam seus discursos?


    Aí está o por quê de seus discursos irem de encontro aos aplicados pelos pastores brasileiros, principalmente, os pentecostais. Ao contrário do que pregam pastores e teólogos cheios do Espírito Santo, os teo-marxistas se opõem a tudo que se chama Deus e classificam o discurso dos conservadores como fundamentalista. Eles aplicam técnicas retóricas com objetivo de provocar o esvaziamento de argumentação, argumento ad-hominem e outros recursos que dão conta de cumprir essa missão. Alias, as figuras de retórica, os diferentes tipos de argumentos existem para convencer alguém sobre um determinado ponto de vista.
    Estes e outros meios são usados pela esquerda e seus agentes ideológicos, incluímos boa parte dos teólogos formados nas Universidades teológicas reconhecidas pelo MEC, para classificarem os anseios de uma parte da população, entre ela está a população cristã, que se vê atacada e privada de seu direito de ver e pensar o mundo de acordo com sua regra de fé, a Bíblia, como fanatismo, fundamentalismo cristão e coisas do tipo. Aliás, as mesmas ideias são difundidas nos corredores das universidades.

O que penso sobre esses teólogos?


    Mas, por que eu disse estas coisas? Não sou defensor de tudo o que o presidente Bolsonaro faz; não sou a favor de tudo o que ele diz e, tampouco, apoio tudo o que ele demonstra pensar. Mas, o fato de eu concordar com os valores que ele diz defender, ainda que ele estrategicamente tenha defendidos e usados para chegar e se manter na presidência da República, como um cristão, teólogo, jornalista, pastor e pregador, crente e pai de família que sou, não posso apoiar, em hipótese alguma, o contrário do que ele fala, diz e demonstra pensar. Afinal, os pilares citados acima representam os ideários do cristianismo que sigo e pratico.
    Outro fato está na na minha liberdade. Se quero apoiar o presidente Bolsonaro nas manifestações propostas para o 7 de setembro, é bom que se lembrem que tenho esse direito; se penso que somente o exercito será capaz de resolver a desordem estabelecida em meu país - embora eu não tenha isso em mente e sequer reivindico tal interferência- é bom que seja lembrado que tenho esse direito; se desejo que ministros da suprema corte sejam destituídos de seus cargos porque entendo que estão me privando da liberdade de, inclusive, os criticar a suprema corte, é bom lembrar que como vivo em um país democrático e tenho esse direito.
Além disso, devemos lembrar aos teólogos de esquerda, que o direito deles é o mesmo meu, e o dever deles é o mesmo meu. Se por uma lado, eles entendem que Bolsonaro representa ameaça à democracia, por outro, entendo que Bolsonaro defende a estabilidade dela. Por acaso o direito deles vale mais que o meu? Pelo discurso deles, parece que nem tenho direito.
    Portanto, queridos teólogos marxistas infiltrados na igreja evangélica pentecostal brasileira, vivemos em democracia, queiram vocês ou não. E, o meu direito de pensar e escolher que eu quero apoiar precisa ser respeitado! Se quero ir às ruas protestar porque me sinto agredido no meu direito de ser pastor, teólogo, cristão e jornalista, queridos, vivo em democracia, posso ir às ruas protestar, esse é meu direito. Com licença! Vou reivindicar meus direitos, que, aliás, nada tem a ver com os seus. Ou não tenho direito? Sou antidemocrático pelo motivo de não defender o que você defende? Sou anticristão por não defender o que você defende? Sou falso pastor por não seguir as mesmas orientações marxistas que você segue? Me desculpe, sou teólogo, jornalista, pastor pentecostal que crê nos dons do Espirito Santo e, além disso, defendo os princípio e valores cristãos e sou defensor da democracia e por isso protesto, ok?

sexta-feira, 12 de março de 2021

BOLSONARO, LULA E DÓRIA: UMA BREVE ANÁLISE DE SEUS DISCURSOS

 

Em cada discurso pronunciado pelos políticos, é preciso identificar, separar e analisar as partes, a fim de saber quais são os objetivos que os enunciadores pretendem alcançar.

Em relação ao presidente Bolsonaro, quando ele fala em "salvar a economia, preservar grupo de risco e tocar a vida", de fato, ele tem razão. Essa parte diz como deve ser o pensar de um presidente da República. Mas não é apenas o discurso oral que precisamos contemplar, o gestual também. E, quando confrontamos o que Bolsonaro diz com que faz, não há coerência.

A começar pelo grupo de risco que, nesse momento da crise pandêmica, parece não ser mais o mesmo, a idade das pessoas mudou. A média de idade dos internados é diferente. Antes eram os idosos, mas agora são os mais jovens que precisam de cuidados médicos. Sendo assim, a maneira de o presidente tratar a pandemia, o não uso de máscara, sua participação em aglomerações de pessoas e outras atitudes não condizem com o discurso de preservação de vidas, constantemente repetido por ele. Na verdade, os discursos se conflitam.

Além disso, seu posicionamento contrário aos cuidados sanitários exigidos no combate à pandemia, deixa claro que o presidente elegeu os cuidados sanitários como estratégia de campanha política, usada pelo seu principal concorrente, até a data da última segunda feira (8), Doria. Dessa forma, essa parte do discurso do presidente Bolsonaro não é de um presidente eleito, mas de um candidato ao cargo.

Já o ex-presidente Lula, em seu discurso, abordou pontos importantes que merecem atenção de todos. Exemplo: em relação às empreiteiras, segundo Lula, "a justiça brasileira deveria ter preservado a empreiteira, enquanto o corrupto ladrão, preso". Além disso, os bens que foram roubados devem ser recuperados e devolvidos ao estado. Nesse caso, concordo com ele! Em outro ponto, Lula acenou à Globo quando se referiu à última entrevista que deu ao GloboNews. A isso, imediatamente, a emissora respondeu através do Jornal da Globo. Nesse caso, aconteceu uma aliança política. No entanto, façamos outra análise a fim de confrontar discurso com discurso:

Em outros discursos, o ex-presidente Lula não admite "um simples ladrãozinho de celular ser tratado pela polícia como se fosse um criminoso". Nesse caso, é preciso pesquisar e conferir quantas pessoas perderam a vida por causa de um simples ladrãozinho de celular. Ao que parece, o que importa ao ex-presidente é a vida do infrator, não a vida de vítima, que foi tirada. Para melhor entender o pensamento do ex-presidente Lula, precisamos considerar o quem, o espaço e o tempo.

O ex-presidente Lula, em seu discurso dirigido a seus apoiadores, na sua base eleitoral, após ter saído da prisão, defendeu a vítima da polícia, o ladrãozinho. Já em outro discurso, após a decisão do ministro Fachin, Lula defende as vítimas do judiciário. No entender do ex-presidente Lula, a vítima do ladrãozinho não é vítima, e os condenados pela justiça, assim como o ladrãozinho são as verdadeiras vítimas, que precisam de atenção. Dessa forma, compreendo que, no pensamento dele, tanto a polícia como os agentes da justiça são os vilões a serem combatidos.

Nesse momento em que, como sempre foi, a criminalidade aumenta em todo país e os criminosos tiram a vida de muitos cidadãos braseiros, o ex-presidente elegeu o coronavírus como o grande vilão a ser combatido. Além disso, ele condenou as ações de policiais que retiram de circulação muitos ladrõezinhos de celular, do judiciário brasileiro e, também, defendeu o armamento da Polícia Militar, mesmo depois de ter condenado a campanha armamento defendida por Bolsonaro em sua campanha política, nas eleições de 2018. Ao que parece, o tema armamento, promessa de campanha de Bolsonaro, passou a ser objeto de campanha de Lula sobre a argumentação de que quem deve ser armado são os policiais, os mesmos sempre foram condenados pelo ex-presidente pelas ações que praticaram, especialmente quando prendem ladrõezinhos de aparelhos de celular. Sendo assim, resta saber por qual razão Lula quer armar os policiais? Entendo que Lula acena para dois públicos: os policiais e os que defendem o armamento da Polícia Militar, nesse caso, a vítima do ladrãozinho de celular.

Na outra faixa da pista da corrida eleitoral, hoje (11), em seu discurso sobre a fase vermelha, o governador Dória apresentou as realidades sanitárias que vem enfrentando, nesse tempo de pandemia. No entanto, ele mudou a forma do discurso ao produzir um vídeo, contendo imagens cobertas por uma trilha dramática, que acena para o lado emocional de seu público alvo.

Durante o pronunciamento, ao anunciar os setores atingidos pelas novas restrições, ao chegar nos cultos religiosos, houve uma quebra de ritmo na apresentação, e o médico fez um aceno ao público religioso, sobretudo aos evangélicos.

Essa atitude evidenciou que, para o Comitê de Contingência, nesse setor da sociedade é preciso causar o menor impacto possível. Por que? Por qual razão a mesma atitude não foi explícita ao anunciar o fechamento dos depósitos de materiais de construção, e de outros segmentos como a economia, educação e serviços?

A resposta para todas as questões levantadas é simples: Acenos políticos.

Tanto Bolsonaro, como Lula e Dória estão em campanha política. E, todos, a partir do mesmo acontecimento, criam narrativas que vão favorece-los politicamente nas eleições de 2022, e seguem acenando para seus eleitores.

Dessa forma, qual será o tema que vai dominar as eleições de 2022? Para pensar na resposta, vamos retomar o que já discutimos. Para o Bolsonaro, toque a vida e salve a economia. Mas e o grupo de risco? Não importa! Basta ver como ele se comporta entre as multidões; para o ex-presidente Lula, o que importa é a vida do ladrãozinho de celular. Basta pensar que para o ex-presidente, a vida da vítima, que são muitas, não importa. Já para o governador Dória, a vida dos brasileiros é o que importa, mas desde que todos fiquem em casa, se sair às ruas, sem abrir seus comércios, sem ajudas financeiras do governo estadual, mas com distanciamento social, todos vão viver. Resta saber quem estará vivo.

Sendo assim, Bolsonaro quer o povo sem máscaras nas ruas, Lula quer o Ladrãozinho que rouba celular e as vítimas da justiça nas ruas, e Dória quer o povo sem emprego, sem dinheiro e sem ajuda financeira trancado em casa. Qual será o resultado dessa equação?

Para Bolsonaro, saia à rua sem máscara, trabalhe, salve a economia e morra; para Lula, saia de casa para trabalhar, tenha renda, compre um celular e morra. E para Doria, tenha uma empresa, uma loja, um comércio, mantenha-o com as portas fechadas, fique em casa com a família, sem dinheiro, sem ajuda e morra. Aí está o tema das eleições de 2022. Morte. Sim a morte será o tema!

Mas e nós, eleitores, o que devemos fazer?

Como eleitor de Bolsonaro, devo protestar e exigir que se posicione da seguinte forma: governe o pais; entenda que os interesses de sua família, de seus filhos não representam os interesses na nação que preside. Além disso, devo dizer ao presidente, que os problemas que os “Bolsonaros” têm com a justiça não são problemas do governo federal. Além disso, que trate a pandemia, a imprensa e a oposição, exatamente, como um presidente deve tratar. E, caso ele não consiga, apesar de ter votado nele, devo dizer-lhe que o vice-presidente, Gal. Mourão, apresenta melhores condições para essa missão.

Quanto aos eleitores de Lula, penso, devem exigir uma reforma moral no PT. Outrossim, já que acreditam e defendem a inocência do ex-presidente, como pretendem defender a cúpula petista, presa por corrupção durante o governo Lula-Dilma? O problema está, exatamente, no fato de que, ao que parece, existe uma "moral petista", conforme Lula tem indicado em seus discursos.

E quanto aos apoiadores de Doria, entendo que deveriam exigir do governador, uma explicação sobre qual e quem é povo pretende governar? Porque, ao que parece, para começar, as vidas de professores não importam tanto assim, pelo menos não constam em suas prioridades de vacinação. Soma-se a isso que com os paulistanos trancados em casa, sem auxílio digno vindo do executivo, com impostos aumentando, lojas e comércios fechados, professores não vacinados, fato que indica que não haverá quem ensine a população, quem vai sobrar?

Por fim, penso que estamos em plena campanha política; cujo tema central é a morte, basta aos eleitores escolherem a melhor forma de morrer.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

domingo, 27 de dezembro de 2020

Escola Dominical remota funciona?

 

        A quarentena estabelecida pelo governo do Estado de São Paulo, em 26 de março de 2020, obrigou as igrejas transferirem suas atividades realizadas presencialmente para o ambiente virtual. Com o objetivo de conter a proliferação do vírus, igrejas passaram a realizar seus cultos, escolas bíblicas e atividades em geral, por meio de aplicativos de redes sociais e plataformas digitais. No entanto, pergunto: quem estava preparado para isso? 

        Desde então, os pastores foram provados em sua capacidade de gerenciamento de crises. É isso mesmo, a pandemia instaurou uma crise no seio da igreja, e os pastores tiveram que administrar.  

Para muitos membros, o fim da denominação parecia estar estabelecido, principalmente, quando eles se separavam com as portas do templo fechadas. Mas não foi isso que aconteceu.

    Geralmente, pastores são mestres em gerenciamento de crises. Quem pensa que não, basta conhecer como funciona o processo de formação de um pastor, seja ele pentecostal ou não. Eles são formados sob pressão. E, a igreja brasileira caminha sob pressão contínua que vem de todos os lados. Contudo, ela se sobressai. Mas em relação a este ano, a pressão foi bem maior.

    Quando falo em desafio maior, considero as dificuldades presentes na administração de qualquer igreja, somadas com as que foram geradas pela pandemia. Sim. A pandemia trouxe mais problemas para os pastores. Caso pense que não, imagine como é difícil manter uma igreja funcionando ativamente. Faça o seguinte exercício pensando: a) preciso ter pessoas; b) pessoas disponíveis; c) pessoas disponíveis e com disposição; d) pessoas disponíveis dispostas para executar alguma atividade na igreja; e) pessoas disponíveis e com disposição para praticar alguma atividade na igreja que envolve outras pessoas, e por aí vai. Diante disso, pergunto: se você fosse um pastor, como seria a sua igreja se nela tivesse pessoas como você? Você facilita o trabalho ou não? Se o processo é difícil em condições normais, imagine em situação de quarentena. Certamente, é bem pior!


Encerramento da ED realizada em 27/12/2020.

    Desde que o isolamento foi decretado, nós da ADMI, passamos a realizar nossas atividades de forma remota. Não fizemos apenas online, mas remota. Usamos uma plataforma de videoconferência para realizar todas as atividades da igreja. Nesse caso, os membros da igreja poderiam participar ativamente da atividade realizada, mesmo que fosse remota. Foi um desafio!

    Devido ao fato de que nem todos irmãos conheciam o mecanismo da plataforma de videoconferência, fizemos mais de um mês de treinamento com os nossos irmãos a fim de ensina-los a usarem a ferramenta. Apesar do esforço, não conseguimos atingir a todos, mas uma boa parte; da mesma forma, com algum sucesso, fizemos com o Facebook e o WhatsApp. Sempre no intuito de reduzir o distanciamento entre a igreja e os membros. Por fim, nosso esforço foi recompensado que veio a liberação para realização de cultos presenciais, que mesmo com público reduzido,  a medida nos ajudou muito.

    Nesse cenário, com muito esforço, transferimos a Escola Dominical (ED) para o ambiente remoto. O processo foi horroroso! Mesmo assim, com a graça de Deus, que preparou pessoas com disposição para realizar atividades remotamente envolvendo outras pessoas, conseguimos transferir nossas classes para o ambiente virtual.

  Mantivemos a classe infantil, de jovens, de música, de mulheres e de homens, simultaneamente. Posteriormente, a música composta por canto, cordas e sopro foram transferidas para o ambiente presencial, mas até que isso acontecesse, foram desenvolvidas virtualmente. Mesmo com dificuldade, funcionou.

    Hoje, 27 de dezembro de 2020, encerramos a última aula do ano. É verdade que alguns alunos ficaram pelo meio do caminho; outros, sequer conseguiram entrar nele, e houve aqueles nem chegaram perto, mesmo assim, chegamos ao final do ano letivo na ED.

    Apesar de tudo, com muita fé, disposição e alegria nós vencemos esse ano pandemico. E, com muita alegria,  convido a todos os meus irmãos para, juntos, realizarmos em 2021, a maior escola da nossa vida. 

No entanto, advirto:  pelo andar da carruagem, a ED começará remota, poderá evoluir para o presencial, mas terminará híbrida. Se tiver coragem, se achegue a essa carruagem.

Gente, bendito é o nome do Senhor!

sábado, 26 de dezembro de 2020

A conversão de cristãos ao judaismo

A Judaização moderna dos cristãos 

A crescente adesão de pastores e igrejas ao uso de utensílios comuns da religião judaica me tem feito pensar um pouco mais sobre o assunto. Não pela beleza das peças, afinal, alguns objetos são lindos, mas pela construção da imagem de Deus que a religião judaica fez.
Quando penso no יהוה pregado pelo judaísmo, percebo que ele é muito diferente do que foi pregado por Cristo e pelos apóstolos. Embora seja o mesmo Deus, o judaísmo o apresentou ao mundo como inacessível ao ser humano necessitado.
Para se constatar esse fato, pense em como seria o fim da vida do leproso, da mulher que sofria de hemorragia, de quem fosse pego no ato do adultério e em muitos outros exemplos sob a perspectiva do judaísmo. Acrescento que, na visão dele, uma mulher, samaritana e adultera jamais teria uma conversa a sós com um rabino, ainda mais com o Messias nas circunstâncias como as que estão registradas em João 4. Aquela religião jamais pregou que uma prostituta desesperada para abandonar a prostituição teria oportunidade de entregar o seu vaso de perfume ao Messias, como fez a mulher do alabastro. Aliás, o fato registrado em Mateus 26 causou indignação até mesmo nos discípulos de Jesus que ainda estavam presos ao judaimo.
Talvez alguém me diga: "mas e os exemplos de Davi, Moisés e os demais, você também diria que eles apresentaram Deus de forma errada?" 
Antes, é bom esclarecer que não estou afirmando que o judaísmo errou em sua pregacao, mas questiono a imagem que passaram sobre Deus, sobretudo, quando se refere ao pecador arrependido.
Sobre a questão acima, entendo Moisés, Davi e os profetas não apresentaram יהוה da forma que o judaísmo apresentou. 
O Deus de Moises ouviu a causa das filhas de Zelofeade.(Num.27). E não apenas isso, Ele também reconheceu o questionamento feito por elas, considerou como justo e atendeu o pedido; já o rei Davi o apresentou como alguém mais acessível e receptivo ao pecador quando disse: "melhor é cair nas mãos do Deus vivo em quem há misericórdia". E até o profeta Jonas, com sua rebeldia, pregou o amor de יהוה pelo pecador arrependido ao se recusar ir a Nínive para pregar o arrependimento.
Um segundo ponto que me faz pensar sobre esse tema é: por muitos anos, a igreja evangélica pentecostal condenou o uso do cruscifixo dizendo que era "símbolo do catolicismo", mas agora, uma parte da igreja insere os símbolos do judaísmo em seus cultos sobre qual argumentação? De devoção? Quer dizer que os cristãos poderão usar a estrela de David, o castiçal e outros como adereços pendurados em seu corpo porque eles representam poder, virtude, sorte ou o que? 
O que temos aqui é a descontrução da liberdade proporcionada pelo evangelho pregado por Cristo. Considere que a nossa época exige recursos teológicos e retóricos dos pregadores. Recursos que são adquiridos por meio de estudos nas academias, mesmo que sejam utilizados para apresentar ao mundo o Deus libertador, perdoador e reconciliador; além disso, como viver o poder do evangelho é mesmo difícil e não muitos conseguem pregar por meio do testemunho, antes seu testemunho de vida se contrapõe ao discurso oral, fica mais fácil recorrer ao misticismo, ou até mesmo buscar a conversão dos convertidos como reforço para fortalecer o enfraquecido. Nesse caso, converter os cristãos ao judaísmo. 
Por último, entendo que Cristo apresentou Deus na terra entre os homens , enquanto para o judaísmo, ele está nas alturas, de onde jamais desceu, e aonde, segundo ele, apenas os sacerdotes podem chegar. Talvez essa isso explique o porquê da adesão de muitos líderes cristãos aos utensílios judaicos.

A vergonha de olhar para os próprios atos

Hoje, 25, os telejornais noticiaram os horrores provocados por pessoas que participavam de bailes funk, realizados na cidade de São Paulo. Durante a matéria, as bebidas, drogas, armas, sexo, brigas e tudo mais foram os destaques dos links e, posteriormente, dos VTs.
Me chamou atenção o fato de os comentaristas e apresentadores se mostrarem estarrecidos com as cenas que viam, transmitiam e comentavam. Para eles, aquilo era inadimissível.
Enquanto a matéria era exibida, pensei: será que sentem vergonha ao ver as cenas? Estão com vergonha ao ver o que o homem é capaz de fazer? 
Nas cenas em questão, pessoas subiam no teto dos automóveis, esmurravam os carros dos motoristas que tentavam atravessar a multidão e coisas desse tipo.
Ao contemplar a narrativa construída pelos jornalistas e comentaristas e cinegrafistas, imediatamente, fui levado a pensar sobre o texto de Isaías 52.14, que diz: "como pasmaram muitos à vista dele, pois o seu parecer estava tão desfigurado". Vou explicar:
Em primeiro lugar, não pense que estou atribuindo aos presentes nos eventos reportados pela matéria em questão o mesmo sentido salvifico dado a Jesus Cristo. Não! Minha perspectiva é sobre as pessoas comuns, anônimas ou não, envolvidas na cruscificação. 
Segundo o profeta, as pessoas que iriam pedir para ferir, machucar e desfigurar o Messias, depois de feito, não teriam coragem de ver o resultado do que pediram para fazer.
Foi exatamente isso que presenciei hoje: os apresentadores dos telejornais, espantados, não conseguiam identificar aquelas pessoas como cidadãos normais, antes comentavam: " Não acredito que um ser humano faça isso!", referiam-se aos jovens que cercavam um automóvel e o esmurravam enquanto este atravessava a multidão.
Sendo assim, minha pergunta é: quem transformou pessoas normais em seres irreconhecíveis, como as que foram apresentadas nas reportagens publicadas pela TV Record? 
Entendo que uma parte da sociedade não consegue  contemplar o fruto de seu próprio trabalho. Ela sente vergonha quando vê o que pediu para fazer. 
Sim. As atitudes apresentadas pelas pessoas que aparentavam estarem bêbadas e drogadas, que impediam o trânsito de trabalhadores, moradores e outros que precisavam trafegar pela rua, talvez, de sua própria casa,  resultam da liberação de bebidas, de drogas, de crimes, de sexo e muitas outras coisas que uma parte da sociedade luta para que o ser humano tenha liberdade e direito de fazer e usar. 
Igualmente fizeram com Cristo.  Pediram para que ele fosse espancado, vilipendiado e crucificado , mas depois de feito, não tiveram coragem de ver a obra que pediram para fazer. E quando viram "esconderam o rosto". 
Para mim, toda maldade presente nos eventos noticiados nos telejornais de hoje representa, exatamente, o que está no interior das pessoas que lutam por liberdade de usar drogas, beber álcool livremente e fazer tudo o que quiser de forma livre e desempedida. O pior é que depois que vêem o resultado dizem: "não acredito que tivemos coragem de pedir pra fazer isso! Não acredito que essa maldade estava dentro de nós".