domingo, 27 de dezembro de 2020

Escola Dominical remota funciona?

 

        A quarentena estabelecida pelo governo do Estado de São Paulo, em 26 de março de 2020, obrigou as igrejas transferirem suas atividades realizadas presencialmente para o ambiente virtual. Com o objetivo de conter a proliferação do vírus, igrejas passaram a realizar seus cultos, escolas bíblicas e atividades em geral, por meio de aplicativos de redes sociais e plataformas digitais. No entanto, pergunto: quem estava preparado para isso? 

        Desde então, os pastores foram provados em sua capacidade de gerenciamento de crises. É isso mesmo, a pandemia instaurou uma crise no seio da igreja, e os pastores tiveram que administrar.  

Para muitos membros, o fim da denominação parecia estar estabelecido, principalmente, quando eles se separavam com as portas do templo fechadas. Mas não foi isso que aconteceu.

    Geralmente, pastores são mestres em gerenciamento de crises. Quem pensa que não, basta conhecer como funciona o processo de formação de um pastor, seja ele pentecostal ou não. Eles são formados sob pressão. E, a igreja brasileira caminha sob pressão contínua que vem de todos os lados. Contudo, ela se sobressai. Mas em relação a este ano, a pressão foi bem maior.

    Quando falo em desafio maior, considero as dificuldades presentes na administração de qualquer igreja, somadas com as que foram geradas pela pandemia. Sim. A pandemia trouxe mais problemas para os pastores. Caso pense que não, imagine como é difícil manter uma igreja funcionando ativamente. Faça o seguinte exercício pensando: a) preciso ter pessoas; b) pessoas disponíveis; c) pessoas disponíveis e com disposição; d) pessoas disponíveis dispostas para executar alguma atividade na igreja; e) pessoas disponíveis e com disposição para praticar alguma atividade na igreja que envolve outras pessoas, e por aí vai. Diante disso, pergunto: se você fosse um pastor, como seria a sua igreja se nela tivesse pessoas como você? Você facilita o trabalho ou não? Se o processo é difícil em condições normais, imagine em situação de quarentena. Certamente, é bem pior!


Encerramento da ED realizada em 27/12/2020.

    Desde que o isolamento foi decretado, nós da ADMI, passamos a realizar nossas atividades de forma remota. Não fizemos apenas online, mas remota. Usamos uma plataforma de videoconferência para realizar todas as atividades da igreja. Nesse caso, os membros da igreja poderiam participar ativamente da atividade realizada, mesmo que fosse remota. Foi um desafio!

    Devido ao fato de que nem todos irmãos conheciam o mecanismo da plataforma de videoconferência, fizemos mais de um mês de treinamento com os nossos irmãos a fim de ensina-los a usarem a ferramenta. Apesar do esforço, não conseguimos atingir a todos, mas uma boa parte; da mesma forma, com algum sucesso, fizemos com o Facebook e o WhatsApp. Sempre no intuito de reduzir o distanciamento entre a igreja e os membros. Por fim, nosso esforço foi recompensado que veio a liberação para realização de cultos presenciais, que mesmo com público reduzido,  a medida nos ajudou muito.

    Nesse cenário, com muito esforço, transferimos a Escola Dominical (ED) para o ambiente remoto. O processo foi horroroso! Mesmo assim, com a graça de Deus, que preparou pessoas com disposição para realizar atividades remotamente envolvendo outras pessoas, conseguimos transferir nossas classes para o ambiente virtual.

  Mantivemos a classe infantil, de jovens, de música, de mulheres e de homens, simultaneamente. Posteriormente, a música composta por canto, cordas e sopro foram transferidas para o ambiente presencial, mas até que isso acontecesse, foram desenvolvidas virtualmente. Mesmo com dificuldade, funcionou.

    Hoje, 27 de dezembro de 2020, encerramos a última aula do ano. É verdade que alguns alunos ficaram pelo meio do caminho; outros, sequer conseguiram entrar nele, e houve aqueles nem chegaram perto, mesmo assim, chegamos ao final do ano letivo na ED.

    Apesar de tudo, com muita fé, disposição e alegria nós vencemos esse ano pandemico. E, com muita alegria,  convido a todos os meus irmãos para, juntos, realizarmos em 2021, a maior escola da nossa vida. 

No entanto, advirto:  pelo andar da carruagem, a ED começará remota, poderá evoluir para o presencial, mas terminará híbrida. Se tiver coragem, se achegue a essa carruagem.

Gente, bendito é o nome do Senhor!

sábado, 26 de dezembro de 2020

A conversão de cristãos ao judaismo

A Judaização moderna dos cristãos 

A crescente adesão de pastores e igrejas ao uso de utensílios comuns da religião judaica me tem feito pensar um pouco mais sobre o assunto. Não pela beleza das peças, afinal, alguns objetos são lindos, mas pela construção da imagem de Deus que a religião judaica fez.
Quando penso no יהוה pregado pelo judaísmo, percebo que ele é muito diferente do que foi pregado por Cristo e pelos apóstolos. Embora seja o mesmo Deus, o judaísmo o apresentou ao mundo como inacessível ao ser humano necessitado.
Para se constatar esse fato, pense em como seria o fim da vida do leproso, da mulher que sofria de hemorragia, de quem fosse pego no ato do adultério e em muitos outros exemplos sob a perspectiva do judaísmo. Acrescento que, na visão dele, uma mulher, samaritana e adultera jamais teria uma conversa a sós com um rabino, ainda mais com o Messias nas circunstâncias como as que estão registradas em João 4. Aquela religião jamais pregou que uma prostituta desesperada para abandonar a prostituição teria oportunidade de entregar o seu vaso de perfume ao Messias, como fez a mulher do alabastro. Aliás, o fato registrado em Mateus 26 causou indignação até mesmo nos discípulos de Jesus que ainda estavam presos ao judaimo.
Talvez alguém me diga: "mas e os exemplos de Davi, Moisés e os demais, você também diria que eles apresentaram Deus de forma errada?" 
Antes, é bom esclarecer que não estou afirmando que o judaísmo errou em sua pregacao, mas questiono a imagem que passaram sobre Deus, sobretudo, quando se refere ao pecador arrependido.
Sobre a questão acima, entendo Moisés, Davi e os profetas não apresentaram יהוה da forma que o judaísmo apresentou. 
O Deus de Moises ouviu a causa das filhas de Zelofeade.(Num.27). E não apenas isso, Ele também reconheceu o questionamento feito por elas, considerou como justo e atendeu o pedido; já o rei Davi o apresentou como alguém mais acessível e receptivo ao pecador quando disse: "melhor é cair nas mãos do Deus vivo em quem há misericórdia". E até o profeta Jonas, com sua rebeldia, pregou o amor de יהוה pelo pecador arrependido ao se recusar ir a Nínive para pregar o arrependimento.
Um segundo ponto que me faz pensar sobre esse tema é: por muitos anos, a igreja evangélica pentecostal condenou o uso do cruscifixo dizendo que era "símbolo do catolicismo", mas agora, uma parte da igreja insere os símbolos do judaísmo em seus cultos sobre qual argumentação? De devoção? Quer dizer que os cristãos poderão usar a estrela de David, o castiçal e outros como adereços pendurados em seu corpo porque eles representam poder, virtude, sorte ou o que? 
O que temos aqui é a descontrução da liberdade proporcionada pelo evangelho pregado por Cristo. Considere que a nossa época exige recursos teológicos e retóricos dos pregadores. Recursos que são adquiridos por meio de estudos nas academias, mesmo que sejam utilizados para apresentar ao mundo o Deus libertador, perdoador e reconciliador; além disso, como viver o poder do evangelho é mesmo difícil e não muitos conseguem pregar por meio do testemunho, antes seu testemunho de vida se contrapõe ao discurso oral, fica mais fácil recorrer ao misticismo, ou até mesmo buscar a conversão dos convertidos como reforço para fortalecer o enfraquecido. Nesse caso, converter os cristãos ao judaísmo. 
Por último, entendo que Cristo apresentou Deus na terra entre os homens , enquanto para o judaísmo, ele está nas alturas, de onde jamais desceu, e aonde, segundo ele, apenas os sacerdotes podem chegar. Talvez essa isso explique o porquê da adesão de muitos líderes cristãos aos utensílios judaicos.

A vergonha de olhar para os próprios atos

Hoje, 25, os telejornais noticiaram os horrores provocados por pessoas que participavam de bailes funk, realizados na cidade de São Paulo. Durante a matéria, as bebidas, drogas, armas, sexo, brigas e tudo mais foram os destaques dos links e, posteriormente, dos VTs.
Me chamou atenção o fato de os comentaristas e apresentadores se mostrarem estarrecidos com as cenas que viam, transmitiam e comentavam. Para eles, aquilo era inadimissível.
Enquanto a matéria era exibida, pensei: será que sentem vergonha ao ver as cenas? Estão com vergonha ao ver o que o homem é capaz de fazer? 
Nas cenas em questão, pessoas subiam no teto dos automóveis, esmurravam os carros dos motoristas que tentavam atravessar a multidão e coisas desse tipo.
Ao contemplar a narrativa construída pelos jornalistas e comentaristas e cinegrafistas, imediatamente, fui levado a pensar sobre o texto de Isaías 52.14, que diz: "como pasmaram muitos à vista dele, pois o seu parecer estava tão desfigurado". Vou explicar:
Em primeiro lugar, não pense que estou atribuindo aos presentes nos eventos reportados pela matéria em questão o mesmo sentido salvifico dado a Jesus Cristo. Não! Minha perspectiva é sobre as pessoas comuns, anônimas ou não, envolvidas na cruscificação. 
Segundo o profeta, as pessoas que iriam pedir para ferir, machucar e desfigurar o Messias, depois de feito, não teriam coragem de ver o resultado do que pediram para fazer.
Foi exatamente isso que presenciei hoje: os apresentadores dos telejornais, espantados, não conseguiam identificar aquelas pessoas como cidadãos normais, antes comentavam: " Não acredito que um ser humano faça isso!", referiam-se aos jovens que cercavam um automóvel e o esmurravam enquanto este atravessava a multidão.
Sendo assim, minha pergunta é: quem transformou pessoas normais em seres irreconhecíveis, como as que foram apresentadas nas reportagens publicadas pela TV Record? 
Entendo que uma parte da sociedade não consegue  contemplar o fruto de seu próprio trabalho. Ela sente vergonha quando vê o que pediu para fazer. 
Sim. As atitudes apresentadas pelas pessoas que aparentavam estarem bêbadas e drogadas, que impediam o trânsito de trabalhadores, moradores e outros que precisavam trafegar pela rua, talvez, de sua própria casa,  resultam da liberação de bebidas, de drogas, de crimes, de sexo e muitas outras coisas que uma parte da sociedade luta para que o ser humano tenha liberdade e direito de fazer e usar. 
Igualmente fizeram com Cristo.  Pediram para que ele fosse espancado, vilipendiado e crucificado , mas depois de feito, não tiveram coragem de ver a obra que pediram para fazer. E quando viram "esconderam o rosto". 
Para mim, toda maldade presente nos eventos noticiados nos telejornais de hoje representa, exatamente, o que está no interior das pessoas que lutam por liberdade de usar drogas, beber álcool livremente e fazer tudo o que quiser de forma livre e desempedida. O pior é que depois que vêem o resultado dizem: "não acredito que tivemos coragem de pedir pra fazer isso! Não acredito que essa maldade estava dentro de nós".