segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Teólogos de esquerda na igreja pentecostal, cuidado com eles!


Imagem da Internet
    Uma grande parte das universidades teológicas reconhecidas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) forma teólogos fundamentados no marxismo. É por isso que um considerável número desses graduados defendem Lula e as bandeiras progressistas, que a esquerda tomou posse. Muitos não defendem o candidato da esquerda e seus ideários abertamente, mas o fazem criticando o principal adversário de Lula nas eleições de 2022 e também direcionando críticas à parte da igreja evangélica brasileira pelo apoio dado ao candidato da direita. Geralmente, rotulam os apoiadores de Bolsonaro de de fundamentalistas, idólatras, messianismo e outros rótulos criados pela esquerda brasileira.
    E como se não bastasse, os mesmos teólogos não investem seu capital acadêmico para defender bandeiras do cristianismo ortodoxo aliás, não o fazem porque compraram as ideias pregadas por seus professores marxistas, que afirmam que o cristianismo é mau e, como o capitalismo, representa um inimigo a ser maltratado, malquerido e eliminado. Com isso, esses estudantes de teologia saem dessas instituições compreendendo a teologia, a democracia sob a perspectiva marxista e se empenham no combate aos pastores, aos cristãos conservadores, além de abandonarem o meio pentecostal alegando ser impossível a convivência com os tais.
    Apesar de negarem que são teólogos de esquerda, na prática, em seus discursos adotam as mesmas estratégias e estruturas adotadas pela ala doutrinadora da esquerda, composta por professores, jornalistas, historiadores, artistas e outros. Nesse post, falaremos um pouco sobre como se configura o discurso teológico de muitos teólogos marxistas recém-formados nas universidades teológicas brasileiras.

O desejo de adquirir conhecimento teológico para trabalhar na obra de Deus


    Boa parte da juventude pentecostal tem sonho de adquirir conhecimento teológico para trabalhar na igreja onde congregam. Por isso, assim que concluem o ensino médio, procuram uma Universidade credenciada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) ou uma confessional para estudar. Algumas instituições oferecem esse curso, mas não citaremos nenhuma delas, porque esse não é nosso objetivo.
    São muitas as possibilidades de um teólogo trabalhar eficientemente na congregação. A começar pelas aulas na Escola Dominical, nos seminários, simpósios, conferências bíblicas, formação de professores, editorial de revistas e periódicos, consultoria doutrinária, pregação e outras. O campo é grande, por essa razão, o membro interessado em crescer e aumentar sua participação no processo de evangelização desenvolvido pela igreja procura cursos teológicos.
    O problema está que na busca pelo conhecimento teológico, boa parte dos estudantes se ingressa em universidades mantém disciplinas desenvolvidas por pensadores forjados em escolas com fortes influências marxistas. Por isso, o conteúdo aplicado pelos professores em sala de aula tem a tendência de doutrinar e transformar os jovens estudantes de teologia em militantes de causas defendidas por partidos de esquerda.
    Para tanto, basta observar as grades de cursos teológicos de diferentes instituições para perceber o número de disciplinas desenvolvida por intelectuais marxistas. Nossa pesquisa realizada pela internet, que contemplou Universidades Renomadas na Cidade de São Paulo constatou algumas disciplinas, dentre elas, destacamos: Empreendedorismo, Educação Ambiental, História de Povos Indígenas e Afrodescendentes, Cultura Brasileira e Filosofia da Linguagem. Não pretendemos desmerecer os trabalhos realizados por Darcy Ribeiro, Sérgio Buarque de Holanda e Michael Bakhtin entre outros, alias, temos estudado esses autores em Ciências Sociais e Humanas, mas não há como negar que nos debates em salas de aula, o viés político partidário aparece e contribui para que estudantes absorvam a visão política dos autores e professores.
    Com tantas bibliografias e professores ligados à esquerda brasileira lecionando nas escolas teológicas, logo, jovens cristãos pentecostais entram nessas universidades falando em outras línguas (Glossolalia- fenômeno identificado pelos pentecostais como sendo a evidência do batismo no Espirito Santo) mas saem apresentando discurso de ideólogos de esquerda. Ou seja, saem como militantes de esquerda, criticando o sistema operante na igreja onde congregam, seus pastores, o conservadorismo e tudo o mais.

O que esses teólogos passam a pensar sobre igreja e movimentos conservadores?


    Para os teólogos fundamentados no marxismo, a igreja cristã é um sistema capitalista, conservador, que foge dos conceitos marxistas, por isso, antidemocrática e precisa ser substituída por um povo alternativo ( KOYZIS, 2014, p. 189). Por essa razão, se posicionam contra a igreja cristã e sua ortodoxia e ortopraxia, o casamento heterossexual, a família tradicional, a liturgia, a formação tradicional de pastores pentecostais, os meios de inclusão no rol de membros da igreja, a manifestação dos dons espirituais, a disciplina, a fidelidade ao ministério, a condenação do pecado, a exegese e a hermenêutica tradicionalmente usada pela igreja e muito mais. Eles criticam também os teólogos pentecostais, alegando serem rasos em seus conteúdos, mas se apegam a teólogos liberais, os quais serviram de aporte teórico de suas produções acadêmicas.
    Em relação aos programas assistenciais oferecidos pela igreja, geralmente, esses teólogos desqualificam os programas em funcionamento, mas reconhecem e validam programas orquestrados pela esquerda. Como usurpadores, se apropriaram de causa e criaram meios para difundir a ideia de que são os únicos que fazem algo em benefício do pobre. Com isso, iludem os incautos, inclusive, novos alunos de teologia. Uma prova está no fato que a defesa da mulher, da criança, do órfão, da viúva e de outros que sempre foram cuidadosamente tratados, acompanhados e protegidos por Cristo, por seus apóstolos e também igreja de todos os tempos, serem reduzidos ou ignorados por questões políticas.
     Outro ponto, destacamos a neutralização e a negação do direito de cidadania do cristão, falamos da liberdade de manifestação pública. Se tomarmos como exemplo as manifestações ocorridas em 7 de setembro de 2021, quando grande número de cristãos protestaram nas ruas e avenidas de várias cidades e estados do Brasil, para os teólogos marxistas, os protestos foram antidemocráticos. O fato é que qualquer ação praticada fora da caixinha marxista, a qual teólogos recém-formados foram submetidos, representa desordem, antidemocrática e os organizadores precisam ser combatidos.

Mas como agem e como identificar esses teólogos?


    Normalmente, esses indivíduos não se posicionam publicamente em favor de conceitos cristãos ortodoxos como: Deus, família, sexo, moral, igreja e outros temas que compõem a pregação cristã. Esses conceitos são atacados diária e abertamente na mídia e na imprensa por agentes doutrinadores da ideologia de esquerda como fundamentalista. Os pastores são marginalizados nas redes sociais por artistas, historiadores, jornalistas e outros midiáticos.
    Há poucos dias uma cantora publicou a seguinte frase em sua conta no Twitter: "Gente! Um pastor no STF! É normal isso?". Esse post referia-se à indicação do Dr. André Mendonça, homem de notável conhecimento jurídico e longa experiência na área, ao cargo de ministro do Supremos Tribunal Federal (STF). Essa postagem se constitui em um discurso preconceituoso, porque atribui anormalidade ao juiz e pastor, indicado para integrar a corte máxima do pais. Em outro exemplo, um economista e apresentador considerado uma das cem pessoas mais influentes no Brasil publicou em sua conta no Instagram, um post comparando pastores a ladrões de banco. A postagem marginaliza as atividades pastorais, sugere que a igreja é uma instituição financeira e ignora os motivos que levam pessoas ao templo, contudo, pouca ou nenhuma nota de repúdio encontramos em páginas de tais teólogos, que temos em nossas redes sociais.
    Esses dois casos não se configuram em um discurso intolerante? Por essa razão, propomos as seguintes hipóteses para futuras pesquisas: (i) a esquerda brasileira se estruturou a ponto de converter jovens estudantes de teologia em teólogos marxistas; e (ii), os tais teólogos atuam na igreja a partir do prisma da concepção marxista sobre Deus, família e igreja e, por isso, concentram seus esforços em minar a força conservadora dos princípios ortodoxos existentes na igreja. Tem uns sujeitos desses por ai, enchendo a cabeça de jovens teólogos. Como já dito anteriormente, essas hipóteses serão abordadas em pesquisas futuras.
    

O que penso sobre esses teólogos?


    Sou defensor e incentivador de que o jovem cristão adquira conhecimento e formação acadêmica. Valorizo estudos interdisciplinares. Mas penso que a igreja evangélica pentecostal precisa ser mais atuante na formação de seus teólogos. Não penso que o aluno de ter seu direito cerceado, mas que ele precisa ser preparado para se encontrar com esses ideólogos. Por essa razão, entendo que, além das Escolas Dominicais, pastores precisam desenvolver escolas teológicas capazes de atingir membros de todas as idades, e que ofereça em seu currículo disciplinas capazes de dar bases ideológicas que, no mínimo, provoque a crítica do jovem cristão, estudante de teologia, quando for confrontado por seus professores em razão de sua fé.
    Em relação aos teólogos que já foram aliciados pela ideologia de esquerda, entendo que precisam ser corrigidos e orientados a fim de que retornem à tradição cristã. Caso não se arrependam e retornem aos princípios, tenham seus espaços reduzidos ou, em última análise, sejam cortados do ambiente da igreja, porque se continuarem atuando, certamente, causarão danos ao rebanho de Deus.


REFERÊNCIAS

kOYZIS, David. T. Visões e Ilusões Pilíticas: Uma análise & crítica cristã das ideologias contemporâneas. São Paulo: Vida Nova, 2014.

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