quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Dê onde veio o "espírito mau" que atormentava Shaul?


Não é possível acreditar que o Diabo não tenha responsabilidade no tormento que rei sofreu


texto 1 Sm 16.14
Português

"Ora, o Espírito do Senhor retirou-se de Saul , e o atormentava um espírito maligno da parte do Senhor".

Hebraico

"ורוח יהוה סעם שאול ובעתתו רוח חעה מאת יהוה"


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eliseu-antonio-gomes_belverede

 A lição do primeiro trimestre deste ano,comentada pelo pastor Esequias Soares, discute o tema “Batalha Espiritual”. O assunto é bom, promove discussão na classe e, desperta o senso crítico nos alunos.
No entanto, há um ponto que o pastor comenta no Livro, e dele, quero falar.
Assim diz o comentarista na página 25: “... uma vez que o Espírito do Senhor se retirou de Saul, isso indica não ser mais ele o escolhido para reinar, e dessa forma Deus enviou o ‘espírito mau’ para o assombrar e o atormentar. Trata-se de um espirito da parte de Deus, e não de Satanás”. Soares,  E. Batalha Espiritual. CPAD, 2018
A meu ver, o autor tira a responsabilidade do diabo  nesse episódio, ao destacar que o espirito mau não é da parte do diabo ( e não do Diabo), e coloca na conta de Deus.  Dá-se a impressão, de que, o “espírito mau”, fez todo o processo sem querer, e que Deus, por sua soberania, determinou que o referido espirito fizesse a desgraça na vida do monarca. 
Ao analisar o texto com mais cuidado, percebemos que a locução “ da parte de”, utilizada nas traduções Almeida, sugere a interpretação de que Deus enviou o espírito. Mas no hebraico a expressão utilizada é “מאת” “meet”, que traz a ideia de "procedência", ou seja, deslocamento que alguém faz de um local para outro,  "ponto de partida ", e não "em nome de" , como sugere o comentarista da lição.
Assim penso que com a autorização do Todo Poderoso, o “espírito mau” veio de “junto” de Deus, mas não “da parte” ou "em nome de Deus", como sugere a interpretação do comentarista da lição. De “junto” de Deus o Diabo também saiu para provar o Jó.
Portanto, entendo que Deus autorizou que o “espírito mau” fizesse o que fez com Shaul, mas não que Deus o tenha ordenado e o nomeado para executar a missão, embora Deus seja soberano.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Como reconhecer o chamado divino?


Muitos cristãos não conseguem identificar os meios usados por Deus para realizar o chamado específico e sofrem por isso

imagem Google
Que Deus chama o homem para realizar tarefas específicas, todos sabem. Mas identificar a chamada dEle especificamente para nós, é tarefa difícil. Quem quer reconhece-la a fim de atendê-lo, precisa atentar-se aos diversos meios e sinais usados por Ele para convocar seus servos. 
Podemos pensar nas chamadas feitas a Abrão, Moisés e outros, realizadas por meio de aparições extraordinárias, mas também no modelo usado pelo profeta Elias ao convocar o jovem Eliseu, Jesus ao chamar os discípulos, Paulo ao chamar os jovens Timóteo, Tito e outros. Estes foram feitos por meio de uma conversa, um diálogo que culminou num convite.
Vamos pensar na forma que Cristo chamou o apóstolo Paulo.
Diz-nos o texto de Atos 26.12-14 que o apóstolo narrava sua conversão a Cristo, para o rei Agripa, quando disse: “com essa ocupação, eu ia a Damasco com poderes e comissão dos principais sacerdotes quando, ao meio dia, ó rei, indo pelo caminho, vi uma luz do céu que superava o resplendor do sol, a qual rodeou a mim e aos que iam comigo. E caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava e, me dizia em língua hebraica: ‘Sha’ul, Sha’ul ´por que você continua a Me perseguir? Será muito doloroso você chutar os aguilhoes de boi!’ 
Aguilhão, usado para espetar boi. imagem
Google
John Stott escreveu em seu livro intitulado “Por que Sou cristão”, a partir da pág. 20, que Paulo teve algumas oportunidades para se converter, antes do encontro com Cristo a caminho de Damasco. Tais aberturas foram intitulados pelo escritor como "aguilhão", (ponta de ferro da aguilhada -Aurélio 2017),  usado para espetar o boi a fim de que siga para uma direção. Segundo o escritor, Cristo estava em busca de Saulo para algo específico, como Ele mesmo declarou à Ananias em Atos 9.15, " ... este é para mim um vaso escolhido". Os ensejos observados pelo escritor foram:  O  aprendizado que Paulo recebeu de Gamaliel, (mente), presenciar o apedrejamento de Estevão, ( memória), o conhecimento da lei, como declarou o próprio apóstolo ,"fui zeloso da lei", uma vez que ela mostrava o erro ao homem e seu estado perante  Deus. (consciência). Por fim, a chamada feita pelo pró
prio Cristo por meio de todas as experiências e oportunidades que o apóstolo teve desde a infância, nas quais deveria refletir (espírito).
Seguindo este raciocínio, passemos a pensar no ambiente em que vivemos como um meio utilizado pelo Mestre para nos chamar. Normalmente ele apresenta uma vocação, um foco, uma direção e devemos observa-lo. Se for voltado ao campo missionário, logo, as pessoas que lá estão serão influenciados pelas missões e assim por diante.
Outro ponto refere-se às pessoas que estão ao nosso lado, que foram colocadas para nos ensinar. Geralmente somos influenciados por elas. Em muitos exemplos bíblicos percebemos tais influencias. Vejam: Eli treinou Samuel, Moisés treinou Josué, Paulo treinou Timóteo e assim por diante. Embora neste último caso, o jovem não teve livros incluídos no Cânon sagrado, como seu mestre, ele acompanhava Paulo enquanto ,o apóstolo, escrevia algumas epístolas. ( 1 Ts 1.1; 2 Ts 1.1; 2 Cor 1.1; Fil 1.1; Cl 1.1), o que não impede-nos de pensar que o jovem teria escrito belos textos direcionados aos seus contemporâneos e liderados. Certamente o estilo de ministério exercido pelo apóstolo foi adotado pelo jovem pastor.
Sendo assim, pergunto se o cristão pode esperar uma chamada sobrenatural da parte de Deus para si próprio como receberam os exemplos já citados? Sim! Mas não deve descartar as chamadas realizadas por meio da comunidade onde está inserido. Os professores, a igreja e a vertente dela, o desejo pessoal de cada um , as habilidades desenvolvida ao longo da vida, o conhecimento adquirido por meio da academia, as experiências de vida, além das chamadas específicas, todas podem ser usadas por Deus para que  a pessoa se ingresse no serviço sagrado. É questão de atenção, sensibilidade e oração!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

VIGÍLIA E JANTAR MARCAM A PASSAGEM DO ANO NA ADMI



Membros e convidados oraram, cantaram e se alegraram no culto da virada 


Igreja em oração na passagem do ano.
Foto: Boaz Almeida

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério de Interlagos (ADMI) realizou o culto da virada em 31 de dezembro, no seu templo sede, localizado na zona sul de São Paulo. O evento contou com a presença dos membros da igreja e convidados. Além do culto, um jantar fechou a noite de celebração pela passagem do ano.
Houve louvores, orações, pregações da palavra de Deus, premiações para os alunos da escola dominical que mais acumularam pontos durante o ano e estiveram na celebração e, também testemunhos dos irmãos. Um após outro, contou experiências que impactou os integrantes da reunião e, os levou a glorificar a Deus.
As igrejas evangélicas realizam o ‘culto da virada’ como oportunidade para o povo consagrar o novo ano à Deus. Também possibilita que pessoas que não tem o hábito de frequentar cultos semanais, como amigos, vizinhos e parentes, participem do evento.
Convidados do membro Daiane e Leandro
Alencar, participaram do evento. Foto Victor Luiz
A presença dos membros não se dá por meio de convocação oficial, apesar de algumas igrejas o colocarem na agenda, mas por meio de convite feito aos membros.
Muitos ministérios aproveitam a oportunidade para ministrar aos participantes, mensagens de incentivo que impactam os ouvintes a fim de que tenham ânimo para o novo ano.
A ADMI realiza o evento há mais de dez anos. Já o fez em Buffet, onde contratou todo o serviço oferecido pela empresa, mas nos últimos anos realizou em seu próprio templo, já que possui o espaço que permite a acomodação de até 150 pessoas na parte superior do templo.
Jantar da virada realizado na parte
 superior do Templo da ADMI

Nesse evento participaram mais de 80 pessoas.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Crescimento da Assembleia de Deus é discutido pelos pastores da COMADESPE, no último encontro realizado em 2018

Por Marcos Cruz
 
Mesa diretora da COMADESPE reunida no templo
 da AD em São Miguel -SP, em 20.dez.18. foto: pr Edvaldo Florenço.

A Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado de São Paulo e Outros, (COMADESPE), realizou encontro com os pastores presidentes e conselheiros associados, para tratar assuntos pertinentes a denominação e traçar as estratégias para o ano de 2019. O evento foi realizado na quinta feira, dia 20 de dezembro no templo da Assembleia de Deus Ministério de São Miguel Paulista na capital e, contou com a presença de pastores de várias cidades do estado de São Paulo e de outros estados da federação.
Entre os assuntos tratados destaca-se o crescimento da instituição no Brasil, que segundo o presidente da mesa, pastor Carlos Roberto Silva, é menor hoje, porque a igreja batiza mais filhos de crentes do que novos convertidos gerados por meio de ações evangelísticas como acontecia no passado. “a igreja cresceu menos nos últimos anos, em relação as décadas passadas, porque batiza mais filhos dos crentes, nascidos no berço cristão e menos novos convertidos fruto da evangelização",diz o pastor.  Além disso, acrescenta que o número de pessoas que sai de uma igreja e vai para outra provoca a falsa sensação de crescimento, " A transferência de membros de uma igreja para outra é inchaço, não pode ser visto como crescimento", completa.
O trânsito de membros entre igrejas evangélicas foi título da matéria publicada pelo jornal O Globo em 26/3/17, quando informou o número de novas instituições no país e o que impulsiona o surgimento delas.
"de janeiro de 2010 a fevereiro de 2017, 67.951 novas instituições religiosas foram registradas na Receita Federal.  A teóloga Maria Clara Bingemer, professora da PUC-Rio, aponta a migração de fiéis como um ponto que possibilita o surgimento de novas entidades. Um relato comum é o de integrantes de igrejas que, ao adquirir o domínio da doutrina e das pregações, resolvem abrir sua própria igreja.
Os fiéis dessas igrejas neopentecostais, muitas vezes, são ex-católicos, ex-protestantes, estavam em outras religiões e migraram. Mas não permanecem: elas são lugar de trânsitoanalisa a teóloga". 
Números mostram a quantidade de instituições criadas. Fonte O Globo
O pastor  enfatizou a necessidade que a denominação tem de evangelizar, discipular os novos convertidos, conduzi-los ao batismo nas águas, no Espírito Santo e retomar o ritmo do crescimento que marcou a trajetória da instituição nas décadas passadas.  Do contrário poderá acontecer no Brasil o que ocorre nos Estados Unidos, onde “ cerca de 6 a 10 mil templos evangélicos são fechados, anualmente, por falta de membros e manutenção”, alerta o presidente da convenção.


O Globo PointRhema

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Há algum lugar secreto onde o homem possa se esconder de Deus? Jeremias 23.23,24




Quando penso em Deus, viajo pelo infinito tentando descobrir quem e como Ele é? Onde está? E como faz? Mas para estas perguntas dificilmente haveria respostas, porque Ele é invisível, habita em todos os lugares ao mesmo tempo e tem o conhecimento de todas as coisas.  
Sendo assim, quero me deliciar no texto de Jeremias 23.23,24 que diz “Sou Deus apenas quando estou perto [...] e, não quando estou longe, alguém pode se esconder em algum lugar tão secreto que eu não o veja? Não preencho o céu e a terra?”, diz o Senhor!
O que o texto me diz?

1-        O texto me sugere que alguém pensava que Deus só era Deus quando estava perto do                           homem. Há nas escrituras alguns exemplos de pessoas com essa concepção.
a-               O discípulo Tomé esboçou este pensamento quando disse “se eu não o ver e não tocá-lo, não crerei”.  João 20.24. Naquele momento ele materializou a fé e limitou a existência e presença de Deus ao espaço físico onde ele mesmo estava.
b-              Outro personagem é do mundo gospel atual, o cantor Alexandre Silva, propõe a mesma ideia ao cantar na música ‘Braço de Ferro’, o verso “braços de ferro e punho de aço, esse é o Deus que eu conheço”. Algumas perguntas devem ser feitas a fim de entender como e onde o cantor conheceu Deus na forma em que o descreveu na música. O braço dEle é de ferro? O Punho é de aço? Se não for nesta forma você não o identifica como Deus, já que diz “ este é o Deus que eu conheço”?  Eu conheci um deus em semelhante forma quando estive na idolatria, mas hoje desconheço. Deus é invisível!
2-        Que alguém pensava que Deus não era Deus quando estava longe.
No entanto quando ou em que momento da vida do homem foi ou é possível dizer que Deus estava ou está longe? Se sim, a que distância? À direita ou esquerda? Se pensarmos a partir do Salmo 139, concluiremos que é impossível perceber. Sabemos que Ele existe e está, mas não conhecemos exatamente o local onde está.

3-       Alguém pensa que só deve se portar como servo de Deus quando ele estiver por perto. Pergunto: em que local ou momento podemos pensar que Ele não esteja perto?
4-      Outro se porta como se Deus estivesse longe. Como fez Abraão, quando foi para o Egito fugindo da fome. Ele tentou enganar o Faraó ao dizer que a Sara era apenas sua irmã e não esposa. A princípio o monarca aceitara a ideia, mas foi duramente repreendido e punido por Deus, por meio de pragas, até que devolveu a devolveu para Abraão. (Confira a história em Gn 12.) O texto propõe o sentido de que o pai dos israelitas não acreditava na presença de Deus naquele momento e por isso tramou contra o Faraó. Será que ele pensou que pelo motivo de estar no Egito, terra pagã e idólatra, Deus não estivesse presente? Deus não apenas estava presente, como falou com o ímpio Faraó, de modo que ele ouviu, entendeu, obedeceu à ordem e entregou a Sara para o marido conforme o decreto divino.
O caso acima aponta que o patriarca, pelo menos naquele momento, foi hipócrita!
Mas o que é hipocrisia? Segundo o dicionário Bíblico Universal, editora vida, pág. 268, há diferentes definições para a palavra.

Hipocrisia- hipócrita
A palavra deriva do grego, sendo hipócrita aquele que faz o papel de ator no teatro. Nas referências do AT, as palavras hebraicas indicam profanação ou pessoa que profana. No NT, a palavra significa, algumas vezes uma hipocrisia consciente (Mt 6.16) ou inconsciente ( Mt 7.15)


No episódio que envolveu o patriarca, a hipocrisia foi consciente!
Portanto, onde quer que estejamos ou para aonde formos, Deus estará presente, mesmo que seja na mente de um ímpio em sonho, pois não há lugares onde ele não esteja como propõe o texto de Jeremias.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

PASTORES ATEUS CONTINUAM COMO LÍDERES NA IGREJA

Pregadores mantém público interessado com discurso de autoajuda

Gretta Vosper, pregando na igreja onde
 pastoreia. fonte: BBC
A pastora Gretta Vosper, 60, da Igreja Unida West Hill no Canadá, ganhou na última semana o direito de continuar o trabalho pastoral na comunidade onde é líder desde 1997, mesmo depois de ter se declarado por meio de carta , não acreditar mais na existência de Deus.
A líder respondia a processo chamado pela imprensa de “julgamento de heresia”, aberto em 2015 e, conseguiu acordo com a instituição, sob a argumentação de harmonia e inclusão. Richard Botton, novo líder da igreja desde junho deste ano, pronunciou “A dança entre esses valores centrais, como eles interagem e informam uns aos outros, é um que continuamos a explorar como seguidores de Jesus e filhos do criador", e acrescentou, "Como igreja cristã, continuamos a esperar que os ministros da Igreja Unida do Canadá ofereçam sua liderança de acordo com nossas declarações de fé compartilhadas e acordadas.", conclui o líder.
Gretta questionou a existência de Deus após o atentado contra o jornal Charlie Hebdo em janeiro de 2015 ao dizer que “a fé em Cristo pode motivar coisas ruins”, desde então, passou a pregar mensagens com o viés de autoajuda e excluiu as referencias espirituais.
Ryan Bell , ex pastor adventista que se
se tornou ateu. Fonte: internet
A canadense não é a única líder religiosa a se desconverter nos últimos anos. Os pastores Ryan Bell, Adventista, na California largou a fé definitivamente após  passar experiência de um ano como ateu e, Klass Hendrikse da igreja Êxodo, na Holanda já havia declarado há tempos que não acreditava na vida eterna e muito menos em um ser Divino.  
pastor Klass Hendrikse declarou em
2011 que não acredita em  Deus.
fonte: BBC
Na Europa não é incomum pastores serem ateus. Dados do estudo realizado pela universidade livre de Amsterdã com cerca de 1500 líderes religiosos, constatou que um a cada seis pastores é agnóstico ou ateu; um a cada 50 acredita que Deus é uma costura humana; 10% diz que ninguém sabe como Deus é; oito a cada dez acredita que existe um Deus pessoal e, três a cada cem afirma que existe apenas uma força espiritual.
No Brasil o pastor presbiteriano no estado do Paraná ,Josimar Alves do Santos, abandonou o ministério em 2012 como declaraou  por meio de carta aberta à igreja presbiteriana, publicada no site Gospel +
"Minhas decepções com a igreja me fizeram retomar a busca pelas respostas das questões polêmicas dos tempos de faculdade e de outras que foram surgindo durante minha vida pastoral. Foi então que conheci Nietzsche, filho e neto de pastor. Um filósofo que conhecia profundamente a bíblia e a teologia. Nietzsche me apresentou respostas consistentes e libertadoras através do seu O Anticristo e o Humano demasiado humano, que me salvaram do medo e da insegurança. Depois dele vieram outros como Schopenhauer, Bertrand Russell, Sócrates, os pré-socráticos e muitos outros. Até mesmo nossos contemporâneos, Richard Dawkins e Michel Onfray têm me influenciado muito. Claro que foram leituras muito superficiais, mas suficientes para trazerem respostas que não adquiri durante meus anos de leituras religiosas", diz Josimar na Carta.
Os ex-pastores se ingressaram em grupos de apoio aos novos ex-líderes religiosos que também abandonaram as pregação evangélicas.